quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Finalmente, o Palmeiras se porta como gigante!

Texto escrito em setembro, mas vale relembrar!

Os jogos que são decididos no fim têm um gosto especial. Seja na vitória ou derrota, o que fica na memória, continuamente, são os últimos lances. Perdi as contas de quantas vezes esmurrei o sofá da minha casa nessas situações. Eu sei que ele não tem culpa, mas sofre...

Um dos mais intensos, para mim, foi a final da Copa do Brasil de 1998. O Gol de Oséas, aos 46 do segundo tempo foi algo que "surreal" naquele momento. Para quem não lembra Palmeiras e Cruzeiro, na década de 1990, protagonizaram duelos de extrema rivalidade. O time mineiro estava engasgado, afinal, acabara de desbancar o "imbatível" time de 1996, em pleno Parque Antártica!

Mas, Oséas foi mágico, inesperado e mortal... Assim como os dois gols de Euller contra o Flamengo em 1999. Lembro que gritei muito nesse dia, irritando o meu vizinho corintiano... Paciência! Assim como eu tive ano passado, contra o Colo Colo e aguardei, ansiosamente, pelo gol de Clayton Xavier. Que pancada. Que golaço! Mais uma vez eu gritava como um louco pela casa e minha esposa e cachorro pensavam: - Sim, é Louco!

Ontem foi mais um dia desses. Não valia título ou mesmo passar de fase. O valor estava intrínseco na volta de um respeito perdido pelo próprio Palmeiras contextualizado nas suas apresentações sem vida. Depois de uma recuperação na vitória sobre o Atlético Mineiro, no domingo, enfrentariamos o Líder do Campeonato, com um elenco recheado de bons nomes.

Pode parecer loucura mas sempre achei mais fácil o Palmeiras ganhar esse tipo de jogo em vez dos jogos consederados 'fáceis'. E assim foi. Ou melhor, não vencemos. O Verdão encarou (como fez contra o Santos, Conrinthians, AM...) de igual para igual e, muita vezes, se impôs pela força do meio de campo! As jogadas saim dos dois lados, afinal, convenhamos, o Fluminense tem ainda Deco, Emerson, Conca... Ou seja, um bom time!

Entretanto, a luta constante e a dedicação dos jogadores estão cada vez mais notórias! O que vi foi um Muricy jogando em casa e depois dos 35", trocando atacante por zagueiro. Não foi medo. Ele viu que a pressão estava muito forte. Viu que, mesmo jogando no Maracanã um dos gignates do futebol brasileiro estava despertando... E isso assusta... 

A jogada final em que Edinho tocou para o Ewerthon demonstrava claramente como o time se dedicou ao empate. Eram três jogadores contra dois da defesa... O gol foi uma justiça a um grande clube. Sei que valeu apenas um ponto, mas nada vale mais do que a imposição de um pensamento. E foi assim que aconteceu... Pelo menos para mim!!

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